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Eder Gomes

A história da Icônica Cortina para solda Wilson

A história de pioneirismo da Wilson é um estudo de caso notável de como a segurança industrial pode ser transformada pela colaboração e pela inovação tecnológica. A história de pioneirismo da icônica Cortina para solda Wilson A ideia original surge ainda em meados dos anos 60 nos Estados Unidos, mais precisamente em 1968, tendo como idealizador o Sr. David F. Wilson, ex-presidente da Wilson Industries. Naquela época as barreiras de soldagem eram em sua maioria, opacas, isolando o soldador e dificultando a supervisão e a visibilidade da área de trabalho. Wilson percebeu uma necessidade dupla: proteger contra o ofuscamento do arco de solda e bloquear a radiação ultravioleta (UV), porém sem confinar o ambiente. Suas cortinas de vinil resistentes da época já reduziam o brilho e bloqueavam parte da radiação UV, mas não o suficiente. parceria revolucionária com a NASA/JPL O verdadeiro salto tecnológico da marca Wilson ocorreu quando pesquisas subsequentes revelaram os riscos adicionais da luz azul emitida durante a soldagem, que pode causar danos permanentes à retina. Reconhecendo que seu produto precisava de um aprimoramento científico significativo, David F. Wilson buscou expertise onde poucos procurariam: o Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA. Wilson contratou dois cientistas da JPL para desenvolver uma cortina capaz de filtrar totalmente as irradiações nocivas e até cancerígenas, incluindo a luz UV e a luz azul, abrangendo uma ampla gama nas operações de soldagem. O resultado dessa colaboração de três anos foi a invenção da lendária e icônica Cortina para solda Wilson Spectra. fórmula patenteada da icônica cortina para solda Wilson Deste experimento foi desenvolvida uma fórmula patenteada que incorporava partículas cristalizadas à composição. Essa combinação transformou o produto, permitindo que as cortinas coloridas (como as tradicionais vermelha e verdes) fossem translúcidas, porém com capacidade de filtrar 100% dos raios UV e a luz azul, enquanto dispersavam luminosidade do arco elétrico. Este avanço foi tão significativo que o produto é reconhecido pela própria NASA como um “Spinoff”— uma tecnologia da agência espacial aplicada ao uso comercial para o bem público. Outro fator que mostra a influência mundial da Wilson é o fato da medida de 1,22 metros de largura x 1,78 m altura, largamente utilizada como padrão no mundo todo, foi adotada e difundida com base nas medidas da icônica Cortina para solda Wilson. transições da marca até os dias de hoje Em 2007, a Wilson Industries foi adquirida pela Jackson Safety, ex-fabricante global de produtos de segurança, expandindo seu alcance e garantindo o futuro da marca em âmbito mundial. Em Abril de 2009, a Kimberly Clark Corporation adquire a Jackson Safety em um movimento estratégico que colocou a icônica cortina para solda Wilson sob o guarda-chuva de uma das maiores empresas de consumo e produtos profissionais do mundo. A Kimberly Clark foi responsável pela distribuição das Cortinas Wilson até 2018. CIG: a guardiã da tecnologia Wilson no Brasil No mesmo ano de 2018, o Grupo CIG Soldas se torna detentor da marca e fabricante exclusivo das Cortinas Wilson no Brasil, tendo como missão e orgulho de seguir o legado de uma história de pioneirismo e excelência em qualidade que ultrapassa gerações, mantendo a mesma fórmula única e padrões de qualidade de seus antecessores. A CIG passa também a oferecer Cortinas para projetos especiais sob medida e também no formato em tiras, aumentando ainda mais a participação da marca em território nacional e ofertando soluções personalizadas para cada projeto.   O legado da Wilson não é apenas a invenção de um produto, mas a consolidação de uma tecnologia única que harmoniza segurança, visibilidade e durabilidade, transformando pra sempre a proteção coletiva para soldagem em todo mundo. https://spinoff.nasa.gov/node/9455 https://cigsoldas.com.br/cortinas-para-solda-wilson/

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Eder Gomes

Como realizar um perfeito passe de raiz em soldagem

Assegurar um passe de raiz em soldagem de qualidade é sempre um desafio em soldagens estruturais, pois ele é a base para garantir resistência máxima da junta soldada. Tradicionalmente, o passe de raiz pode ser feito de diversas maneiras, cada um com seus desafios e benefícios. No entanto, o uso dos backings de cerâmica tem sido a melhor opção na grande maioria das situações, oferecendo vantagens significativas em comparação a outros métodos. Abaixo vamos abordar todas as formas mais tradicionais de preparação, com suas vantagens e desvantagens. métodos tradicionais para passe de raiz em soldagem soldagem com duplo acesso (solda de dupla face): Exige que o soldador acesse ambos os lados da peça. Isso permite que a raiz seja soldada de um lado e, posteriormente, preparada para ser soldada pelo outro lado para a realização de um novo passe de raiz. Vantagens: Garante uma raiz de excelente acabamento e qualidade mecânica. Desvantagens: Aumenta consideravelmente o tempo de fabricação e os custos com mão de obra, além de exigir acesso irrestrito aos dois lados da junta, o que nem sempre é possível. passe de raiz com gás purga (Purging) Essencial em materiais como aços inoxidáveis e ligas de níquel, onde a oxidação da raiz pode comprometer as propriedades mecânicas e a resistência à corrosão. Um gás inerte (geralmente Argônio) é injetado no lado oposto da solda para proteger o material fundido. Vantagens: Produz raízes limpas e de alta qualidade metalúrgica, essenciais para aplicações críticas. Desvantagens: Requer acessórios adicionais, consumo de gás inerte (com custo associado) e tempo para montar e controlar a purga, especialmente em soldagens de grande porte ou com geometrias complexas. Pode ser difícil de aplicar em grandes estruturas ou em ambientes abertos. soldagem livre e sem suporte Nesses casos, o soldador precisa ter um controle excepcional do arco e da poça de fusão pra evitar que o material líquido não escorra por entre a abertura do chanfro. Vantagens: Não exige equipamentos adicionais nem acesso ao lado oposto. Desvantagens: Altamente dependente da habilidade do soldador, risco de má execução, necessidade de equipamentos de solda de altíssimo custo, maior risco de falta de penetração, reforço excessivo na raiz (que pode gerar concentração de tensões) ou excesso de penetração (drop-through). Backing de cerâmica como solução definitiva na realização de passe de raiz em soldagem Os backings de cerâmica são blocos refratários que se ajustam à geometria da junta a ser soldada, proporcionando um suporte uniforme e alinhado ao percurso da raiz. Eles agem como uma espécie de bandeja que provoca a formação do cordão de raiz, resultando em uma solda de alta qualidade em um único passe. principais benefícios eliminação da soldagem de dupla face Reduz significativamente o tempo de fabricação, os custos de mão de obra e o retrabalho, pois não é necessário goivar ou esmerilhar o lado oposto da solda. Isso é um ganho enorme em produtividade. qualidade superior do passe de raiz em soldagem O backing de cerâmica é quem forma o cordão de raiz, garantindo uma penetração uniforme e um reforço controlado no lado oposto. Isso minimiza defeitos como falta de penetração, concavidade excessiva ou excesso de reforço, que podem comprometer a integridade estrutural da solda. dispensa o uso de gás de purga O backing de cerâmica elimina a necessidade de purga com gás inerte. Isso se traduz em economia de custos com gás e simplificação do processo pois a preparação do purga é demorada. versatilidade de aplicação Os backings de cerâmica estão disponíveis em diversas formas e tamanhos, adaptando-se a diferentes geometrias de junta (chapas, tubos, etc.) e processos de soldagem (MIG/MAG, TIG, Eletrodo Revestido e Arco Submerso). alta produtividade Ao permitir a soldagem do passe de raiz em uma única passada, sem a necessidade de retrabalho ou acesso ao lado oposto, os backings de cerâmica aceleram consideravelmente o processo de soldagem. maior segurança Menos necessidade de esmerilhamento e goivagem significa menos poeira, ruído e riscos associados a essas operações. conclusão Embora os métodos tradicionais tenham seu lugar e aplicações, os backings de cerâmica representam um avanço revolucionário na realização do passe de raiz. Eles oferecem uma combinação de qualidade, produtividade e redução de custos, tornando-se uma escolha cada vez mais atrativa para indústrias que buscam eficiência e excelência em seus processos de soldagem. A escolha do método ideal dependerá sempre da aplicação específica, do material e das exigências de qualidade, mas a cerâmica surge como uma ferramenta poderosa para elevar o padrão da soldagem industrial. Você já utilizou backings de cerâmica em seus projetos de soldagem? Faça um teste caso ainda não tenha experimentado. https://cigsoldas.com.br/backing-de-ceramica-cig-soldas/ Aqui compartilhamos um material publicado pelo Instituto Federal de Santa Catarina com conteúdo didático sobre juntas e passes de raiz https://share.google/KXHKMnIg9WvaTdz5p

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O Eletrodo de tungstênio ponta vermelha e os mitos envolvendo a composição com tório.

Neste post ajudaremos a desmistificar em definitivo algumas notícias envolvendo o Eletrodo de tungstênio ponta vermelha e sua composição com 2% de Tório que tem circulado em nossa comunidade, o que tem gerado ao longo dos anos interpretações bastante equivocadas sobre questões relacionadas à saúde do soldador.  os mitos sobre o tungstênio ponta vermelha Há alguns bons anos tem circulado entre profissionais da área de soldagem boatos de que a utilização do Eletrodo de tungstênio ponta vermelha com Tório (WT20), que possui em sua composição 98% de tungstênio + 2% de Tório, poderia ser cancerígeno. E é natural e totalmente compreensível que algo deste tipo passe a circular gerando preocupação dentro do segmento, e muitas pessoas simplesmente acabam não buscando informações e acreditando apenas naquilo que recebeu. Este boato é falso, e vamos entender agora porque. Falando sobre o caso, este mito surgiu por conta de estudos e pesquisas específicas sobre o elemento químico Tório, elaboradas pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), agência técnica da ONU e reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde).Segundo estes estudos, se armazenado ou concentrado em grandes quantidades, o Tório pode liberar um gás nobre chamado Radônio que apresenta radiação perigosa e que provocaria riscos de contrair câncer nos pulmões, pâncreas ou no sangue. Situações como essa aconteceriam somente no caso de armazenamento ou concentração de Tório como elemento puro, em grandes quantidades e em situações muito específicas, como no solo por exemplo.Há casos conhecidos de regiões onde foram identificadas concentrações de Tório no solo tão significativas que acabaram gerando a incidência de gás Radônio, levando autoridades à tomarem medidas de contenção e isolamento da região específica. Portanto, os riscos existem apenas nestes casos, o que não tem nenhuma relação com a micro exposição que um soldador tem com o Eletrodo de tungstênio ponta vermelha, uma mera vareta de 50 cm que contém apenas 2% de Tório (micro partículas) em sua composição. ausência de riscos na utilização do tungstênio ponta vermelha Em resumo, os boatos que circularam dentro do segmento de soldagem sobre os riscos na utilização do Eletrodo de tungstênio ponta vermelha com 2% de Tório não possuem nenhum fundamento, não há absolutamente nenhuma comprovação científica sobre isso e consequentemente, nenhuma restrição na sua utilização em soldagem. Ainda assim, caso você se encontre diante de uma equipe de soldadores que estejam receosos em usar o Tungstênio com Tório e o convencimento do contrário parecer difícil, basta apenas mudar o padrão do tungstênio de Tório para Lantânio ou Cério, que possuem finalidade similar inclusive com melhor performance e durabilidade, e assim solucionar o problema entre os usuários em definitivo. Saiba mais sobre os tipos de Eletrodo de tungstênio disponíveis.https://cigsoldas.com.br/eletrodos-de-tungstenio/ sobre os fumos de solda Vale reforçar também que fumos de solda gerado no processo TIG não tem nenhuma relação com o Eletrodo de tungstênio, fumos de solda são resultados da fusão de chapas de aço que contenham algum fator contaminante (sujeira, óleo, etc.) em conjunto com o gás de proteção utilizado no processo. O Eletrodo de tungstênio não gera fumos de solda. riscos durante a afiação do eletrodo de tungstênio Por outro lado, o tungstênio precisa ser frequentemente apontado/afiado, sendo que na grande maioria dos casos o operador realizada essa tarefa manualmente em um esmeril. Neste caso sim, há riscos significativos à saúde. É inevitável que o soldador inale a fuligem de tungstênio gerada durante o apontamento, o que não é saudável pois o contato com a fuligem é diário, podendo causar sérias complicações ao longo dos anos como a pneumoconiose por metal duro (doença respiratória difusa causada por inalação contínua de partículas de cobalto e carbonato de tungstênio).Além disso, há risco iminente de acidente físico caso alguma partícula maior seja projetada durante a afiação, podendo ferir seriamente os olhos ou outra parte do corpo se por descuido o operador não estiver devidamente protegido. Mas novamente, não tem nada a ver com a questão do Tório ou risco de desenvolver qualquer tipo de câncer, como já dito e desconsiderado mais acima. Para a afiação 100% segura existe um equipamento próprio para essa finalidade, que dentre vários benefícios referente à qualidade da afiação, também não gera absolutamente nenhum contato do soldador/usuário com a fuligem e partículas de tungstênio.O Afiador para eletrodo de Tungstênio – TIG Sharp ST-40.Saiba mais no link abaixo.https://cigsoldas.com.br/afiador-para-eletrodo-de-tungstenio/ Esperamos ter contribuído com o tema e que tantos os gestores responsáveis pelo Dep. de Segurança do Trabalho quanto os usuários se sintam melhores informados e devidamente seguros. Se você chegou até aqui, parabéns pelo interesse e muito obrigado pela leitura, deixe seu comentário caso tenha sido relevante pra você esse conteúdo. Até a próxima! https://www.iaea.org/resources/webinar/thoron-in-the-environment http://chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www-pub.iaea.org/MTCD/Publications/PDF/Pub1168_web.pdf  

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Máquina de solda MIG sem gás – Tudo o que você precisa saber antes de comprar a sua

Neste texto ajudaremos o público consumidor a avaliar os pontos por trás das ofertas da chamada Máquina de solda MIG sem gás, para quem realmente deseja investir, que seja de forma consciente e bem informada. como surgiu a tal máquina de solda MIG sem gás do mercado atual? É certo que a entrada de máquinas fabricadas na China mudou o mercado de solda brasileiro de uma forma bastante significativa, o segmento de soldagem no Brasil não é mais o mesmo há muitos anos. O efeito China puxou os preços pra baixo, aumentou a concorrência, trouxe na bagagem uma infinidade de opções/marcas/modelos a preços bastante convidativos e é claro, uma boa coleção de micos. Como este texto possui um objetivo definido, não vamos perder tempo falando sobre a qualidade sofrível de muitos dos equipamentos chineses importados sem nenhum critério, apenas para vender barato, vamos nos limitar a falar de um destes micos que acabaram “vingando” no mercado nacional. Estamos falando da popularmente chamada Máquina de solda MIG sem gás.   o “segredo” por trás da máquina de solda MIG sem gás Você vê um anúncio… “Vendo Máquina de solda MIG 150 Ampéres que não usa gás por apenas R$ 1.100,00”. Quem não iria se atrair por uma oferta como essa? Uma máquina MIG que custaria mais de R$ 4.000,00 por apenas R$ 1.100,00, e ainda por cima não precisa de gás de proteção? Parece realmente tentador. Mas pra explicar esse fenômeno, primeiro quero apresentar-lhes o apelidado Arame “sem gás”. Tecnicamente o chamamos de Arame tubular Auto-Protegido, o próprio nome já revela: o arame possui partículas internas que, em conjunto com o arco elétrico de solda, formam uma casca/escória que cobre o cordão de solda na tentativa de substituir o trabalho de proteção realizado pelo gás, ou seja, sua própria composição acaba gerando alguma proteção para o cordão de solda. Ou seja, não é a máquina que solda sem gás, é o arame utilizado que é auto protegido, qualquer máquina de solda MIG solda com este tipo de arame. O Arame auto protegido (vulgo “sem gás”), não é nenhuma novidade no mercado, este tipo de material foi desenvolvido há muito anos para aplicações muito específicas, é uma alternativa excelente para soldagem em ambientes externos por exemplo. Imagine ter que soldar ao ar livre com o vento expulsando o gás que sai da tocha. O arame auto protegido entra como uma ótima solução para estes casos. Resumindo, é um material para aplicações muito particulares. Até aí, tudo certo, cada solução em seu devido lugar. Mas é agora que o problema começa…   qualidade e acabamento O arame “sem-gás” possui importantes limitações técnicas e não possui o mesmo acabamento do arame sólido, é uma soldagem bastante grosseira e com nível de acabamento infinitamente inferior. Neste caso basta fazer um teste, e se você conhece um pouco de soldagem, perceberá facilmente a diferença. Simples. Mas suponhamos que mesmo assim, o nível de qualidade seja satisfatório pra você. “Não vou soldar ao ar livre, não exijo alto nível de acabamento e o resultado obtido é o suficiente pra mim”. Sem problemas, mas é aí onde mora a segunda e maior questão nessa nossa conversa:   custo do arame O arame “sem gás” custa de 3 a 4 vezes mais caro que o Arame sólido. Consulte e veja você mesmo. Mas aí alguém pergunta: “Mas para soldar com arame sólido vou ter 2 custos, do arame e também do gás, não é? É verdade, pra soldar com o Arame sólido tem que usar gás, pode ser uma mistura de Argônio/CO² ou em alguns casos, até um CO² puro mais barato. Então vamos às contas: ARAME SÓLIDO Vamos imaginar parâmetros de solda bem comuns: – Arame sólido de 0,8 mm. – Mistura de gás Argônio/CO². – Velocidade de arame de 300 mm por minuto – Vazão de gás de 12 litros/minuto. Faremos então um cordão de 780 mm que irá consumir aproximadamente 1 kg de arame. Considerando que para cada kg de arame iremos consumir perto de 2,6 litros de gás, temos os seguintes resultados: – 1 kg de Arame MIG sólido 0,8 mm = R$ 25,00 (valor aproximado) – 2,6 litros de Argônio/CO² = R$ 0,11 (valor aproximado) Portanto, utilizando processo de soldagem com Arame Sólido temos um custo total aproximado de: R$ 25,11 por kg de arame. Nunca esquecendo que o acabamento e resultado aqui são infinitamente superiores. Obs: Adaptando um Economizador de gás para solda em sua máquina consegue-se reduzir ainda mais o consumo de gás. ARAME “SEM GÁS” Aqui não precisamos fazer conta pois não vamos precisar utilizar o gás, correto? Então temos apenas o custo de 1 kg do Arame “sem gás” que é de: R$ 70,00. Uma diferença de quase R$ 45,00 por quilo de arame utilizado. Pra se ter uma idéia, 1 simples rolo de 15 kg do Arame MIG sólido custa em torno de R$ 375,00, a mesma quantidade do Arame “sem gás” custaria R$ 1.050,00. É muito dinheiro desperdiçado!   a estratégia Para entendermos melhor o que isso representa, vamos lembrar daquelas velhas promoções que os fabricantes de impressoras para computador faziam, e ainda fazem. Muitas delas vendem impressoras à preços acessíveis a qualquer público e atraindo muito o interesse do consumidor, onde mesmo eles ganham com isso? Cobram uma fortuna pela tinta. Resultado: A impressora que custou barato, “rouba” sua economia em curtíssimo prazo, por mais que o uso seja esporádico. O mesmo acontece com a Máquina de solda MIG sem gás, a fonte de solda é muito barata, mas o arame caríssimo. Como é vendido em rolos pequenos de 1 kg, o consumidor não percebe que sua economia está indo para o ralo, mês a mês, a cada troca de arame. Inviável. Ainda assim, encontraremos muito usuários com algum nível de satisfação como dito mais acima, talvez por não terem grandes expectativas em relação à um processo de soldagem, o que é extremamente compreensível, mas fatalmente ainda não fizeram as contas ou não tiveram a orientação

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Consumo de Gás em solda MIG x TIG

Neste texto vamos falar brevemente sobre consumo de gás em solda MIG x TIG, fazendo um comparativo de consumo entre 2 dos principais processos por arco elétrico mais populares. Obs: Para simplificar, vamos utilizar o termo MIG e não MIG/MAG. Temos percebido muitas dúvidas entre usuários sobre consumo de gás, esperamos esclarecer de maneira direta e que você saia daqui com a resposta que precisa. Em conversas sobre o assunto, não é raro surgir questionamentos quanto ao consumo de gás em Solda MIG x TIG quando em substituição ao processo TIG, imagina-se que haverá maior consumo porque a vazão exigida em MIG é superior ao exigido em TIG. Realmente, a vazão de gás precisa ser maior como podemos ver abaixo, porém… Processo TIG – Variação entre 5 a 7 litros por minuto em média. Processo MIG – Variação entre 10 a 12 litros por minuto em média. Com essa informação, já podemos partir para os pontos principais da discussão: ganho em produtividade A grande vantagem do Processo de solda MIG, a cereja do bolo, é a velocidade de soldagem. O verdadeiro ganho quando se passa a utilizar MIG é obter maior capacidade produtiva, afinal, a velocidade de solda é em média 4 a 5 vezes mais veloz do que em TIG. Produz-se muito mais rápido em soldagem MIG e este é o fator principal nesta conversa. consumo de gás em solda efetivo A maior velocidade de solda citada acima acaba por fim, reduzindo o consumo final de gás apesar de trabalhar com uma maior vazão. Bom, usa maior vazão e reduz o consumo? Sim, e uma conta rápida ilustra perfeitamente este ponto: processo de soldagem TIG — Imagine 1 hora (60 minutos) de soldagem em processo TIG, considerando arco de solda aberto, soldando de fato: Vazão de 5 litros por minuto x 60 minutos = Consumo aproximado de 300 litros de gás. processo de soldagem MIG — Considerando que a soldagem em processo MIG produz 4 vezes mais rápido, teríamos a seguinte condição: 15 minutos de soldagem para realização do mesmo trabalho. Vazão de 10 litros por minuto x 15 minutos = Consumo aproximado de 150 litros de gás. Aproximadamente 50% de economia efetiva para a realização do mesmo trabalho. Ou seja, a maior capacidade produtiva em MIG, além de reduzir muito o tempo de entrega de produção, por consequência também reduz significativamente o consumo de gás. Isso sem contarmos que em aço carbono por exemplo, o gás utilizado na grande maioria dos casos é composto de 75% Argônio + 25% CO², ou seja, relativamente mais barato do que o Argônio Puro utilizado em processo de soldagem TIG. conclusões finais sobre o consumo de gás em solda Claro que estamos falando de soldagem e toda sua complexidade, obviamente podem surgir outras variáveis que eventualmente apresentem números um pouco diferentes, mas nada que altere muito o panorama, o resultado será invariavelmente próximo ao que apresentamos. E é importante salientarmos que não queremos dizer que um processo é melhor ou mais eficiente que o outro, pelo contrário, é apenas um comparativo em relação ao consumo de gás, já que é uma dúvida muito frequente dentro do segmento. Cada processo possui infinitas aplicações e finalidades distintas, portanto deve-se obviamente definir qual é o mais indicado para o trabalho a ser realizado antes de levar em consideração o tema abordado hoje. É isso pessoal, breve e direto. Conheça mais sobre nossa linha de equipamentos e já que o assunto é gás, conheça também nosso Economizador de gás para Solda. https://cigsoldas.com.br/economizador-de-gas-para-solda/

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Manutenção Preventiva – Tocha para solda MIG/MAG

Manutenção de Tocha MIG – Cuidados Básicos Essenciais Neste post vamos falar sobre Manutenção de Tocha MIG, com ênfase nos cuidados essenciais que se deve com este acessório e que interessa muito à gestores industriais, departamento de manutenção, encarregados e ao próprio soldador. É muito comum profissionais da área industrial não possuírem conhecimento exato sobre a função de cada acessório de um conjunto de solda, por conta disso uma consequente falta de cuidados essenciais acabam sendo uma das principais fontes geradoras de falhas no processo de soldagem. O fato é que na grande maioria dos casos, essas falhas acabam sendo confundidas com algum defeito na própria máquina, quando na verdade não existe nenhum defeito, contudo, essa avaliação equivocada leva a equipe a buscar equivocadamente por manutenção, sendo que a correção é muito mais simples do que se imagina. Antes de abordarmos questões práticas de uma manutenção de tocha MIG, precisamos relembrar princípios básicos de soldagem para compreender a função de cada acessório no processo. acessórios básicos de um conjunto de soldagem Sabe-se que uma Máquina de solda MIG/MAG é composta basicamente por 6 partes principais e suas respectivas funções básicas: – Fonte de Soldagem – transformar tensão/corrente da rede elétrica em energia para formação do arco de solda. – Tocha (Pistola de solda) – Conduzir o gás, o arame e um dos polos de energia da fonte até o ponto de abertura do arco de solda. – Cabo Obra – Conduzir a outra polaridade da energia até a peça a ser soldada. – Mangueira de gás – Passagem do gás de proteção do cilindro até a máquina de solda. – Regulador do cilindro de gás – Reduzir a pressão do cilindro e regular a vazão de gás desejada para a operação, que geralmente é medida em LPM (litros por minuto). – Cilindro de Gás – armazena e fornece o gás utilizado para a operação de soldagem. Para que o resultado da sua manutenção de tocha MIG seja o mais eficiente possível, todos estes itens devem estar em perfeitas condições de uso, caso contrário, haverá alguma consequência no desempenho da solda, às vezes simples mas na maioria das vezes, drásticas. Mas como informado acima, neste post falaremos sobre todas as peças que compõem uma Tocha para solda MIG, suas funções, os cuidados que se deve ter e quais ações preventivas devemos adotar. Manutenção de Tocha MIG A grande maioria das Tochas MIG disponíveis no mercado seguem padrões semelhantes, certamente são compostas de peças como as relacionadas a seguir: – Bocal – Bico de contato – Porta bico – Difusor – Guia do arame – Descanso da Tocha – Euro Conector Abaixo falaremos com detalhes de cada uma delas. Bocal Função principal: Concentrar o fluxo de gás na parte frontal da tocha e guia-la até a poça de fusão. Desgaste natural: – Diminuição do poder de encaixe por conta da perda do efeito mola (para bocais de encaixe) – Danos na rosca de fixação por conta de dilatação (para bocais de rosca) – Desgaste ou deformação da borda frontal Prevenção do desgaste e aumento da vida útil: – A utilização constante de anti respingo biodegradável (spray ou gel) evita ou reduz o acúmulo de respingos em toda região frontal, além do bocal. – Caso haja concentração de respingos, nunca se deve removê-los batendo com o bocal na bancada ou em qualquer superfície, isso é muito comum no dia a dia mas que provoca a descentralização da parte frontal da tocha, pode quebrar o encaixe da micro pistola, além da sua própria deformação. Para fazer a remoção correta recomendamos o uso de um Limpador de Bocais MIG, conforme imagem a seguir: – Caso a remoção dos respingos não for mais possível ou a sua borda estiver demasiadamente desgastada/deformada, trocar o bocal imediatamente. Em média a vida útil de um bocal é de aproximadamente 60 horas de uso, claro que depende muito do tipo de bocal e sua qualidade, da espessura e tipo de material a ser soldado, do diâmetro do arame, da corrente e tensão de soldagem; enfim, das condições gerais de cada tarefa, sendo essencial a sua troca imediatamente aos primeiros indícios de deformação. No desenho acima é possível compreender melhor a função exercida pelo bocal e bico de contato. Na foto acima temos um caso crítico em que o bocal está totalmente inapropriado para o uso em comparação com uma peça nova, percebe-se nitidamente o acúmulo excessivo de respingos na sua borda prejudicando bastante a passagem do gás. Bico de contato Função principal: Gerar contato e energizar o Arame além de guia-lo até a poça de fusão. Desgaste natural: – Ovalização do orifício de saída. – Carbonização por excesso de uso. Principais padrões disponíveis: – Cobre eletrolítico (Cu) – Cobre/Cromo/Zircônio (Cu/Cr/Zr) – Maior condutibilidade e resistência ao desgaste. Média de vida útil estimada: – Cobre (Cu) – Aproximadamente 8 horas de uso (dependendo das condições de trabalho já citadas acima no tópico “Bocal”). – Cobre/Cromo/Zircônio – Aproximadamente 24 horas de uso (dependendo das condições de trabalho já citadas acima no tópico “Bocal”). É essencial a troca imediata do bico assim que identificadas as anomalias acima ou assim que atingir o tempo de vida útil médio do consumível. Na foto acima temos um caso crítico em que o bico está totalmente inapropriado para o uso, em comparação com a peça nova percebe-se nitidamente a ovalização do orifício de saída prejudicando completamente a firme passagem do arame gerando o chamado “efeito mola”. O aspecto carbonizado também compromete totalmente o seu poder de condutibilidade. Porta bico Funções principais: – Difusão do gás (quando o modelo de tocha em questão não utiliza Difusor separado) – Suporte do bico de contato – Proteção da Micro Pistola (pescoço da tocha) Desgaste: – Perda da rosca de fixação do bico, provocada pela natural e constante troca do bico de contato. – Curto circuito provocado por acúmulo excessivo de respingos em sua superfície, principalmente se for utilizado sem o difusor de gás. Prevenção do desgaste e aumento da

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Economia de Energia

Substitua Máquinas de solda antigas por modelos novos que gerem menor consumo de energia. De acordo com dados divulgados pelo IBGE em 18/06/2012 na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, nunca se consumiu tanta energia elétrica no Brasil como atualmente, cerca de 8% há mais em relação de 2008, período de maior consumo até então. A crise hídrica ocorrida em 2015 no Estado de São Paulo e que ainda reflete na economia também gerou necessidades emergenciais para redução no consumo de energia. Com isso, a busca por produtos que proporcionem maior economia energética será fator importantíssimo para uma estratégia corporativa sustentável já que o Setor Industrial é o que mais contribui com o total de energia consumida no país, cerca 41% do total contra 18% do setor de Comércio e Serviços e 26% do segmento residencial. Atualmente, cerca de 90% das Máquinas de solda comercializadas pela CIG possuem tecnologia especial para geração de baixíssimo consumo de energia. Além disso, estamos trabalhando na substituição de modelos atuais por novos com essa mesma tecnologia contribuindo ainda mais com o meio ambiente, além de proporcionar redução de custos aos nossos clientes e parceiros. Se sua empresa possui Máquinas de solda com mais de 10 anos de uso em operação, substitua-os por modelos atuais, mesmo se tratando de equipamentos convencionais a tecnologia de fabricação atual proporciona maior eficiência em relação às Máquinas de solda mais antigas, com isso, além de reduzir seus custos com energia, sua empresa estará também contribuindo com o meio ambiente e se adequando às novas regras de sustentabilidade por um mundo melhor no futuro.

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Eder CGI

Cortina para solda – aplicações e funcionalidades

Cortina para solda, proteção coletiva para o ambiente de soldagem. como surge a necessidade Qualquer indústria ou empresa que possua uma área de soldagem, sendo mais simples ou complexas, lida diariamente com questões relacionadas à segurança não somente dos soldadores e ajudantes, mas também das pessoas que transitam próximo a estes setores da empresa. Todo processo de solda por arco elétrico como TIG, MIG/MAG e Eletrodo Revestido gera uma grande incidência de luminosidade, emissão de raios ultravioletas e respingos quentes de solda, entende-se ser natural que os soldadores já estejam devidamente protegidos com seus EPI’s, mas pessoas próximas ou que estejam passando pelo setor normalmente não estão. E a indústria da solda preocupada cada vez mais com a segurança de funcionários e da própria empresa, buscou desenvolver uma solução que pudesse isolar o ambiente de soldagem de forma segura, organizada e viável para as empresas, e assim surgiram as cortinas para cabine de solda, solução desenvolvida pela primeira vez nos Estados Unidos pela Wilson Industries, empresa pioneira no setor de segurança em soldagem. normas de segurança de cortina para solda Este acessório é indispensável em qualquer ambiente que possui uma linha de soldagem, a cortina para solda possui com um material específico elaborado segundo as normas CPA 1-84 e DIN EN 1598 (atual DIN EN ISO 25980:01.2015) de segurança. A dimensão padrão de cortina para solda no Brasil é de 1,22 m de largura x 1,78 m de altura, a medida mais comum, e também é produzida sob medida caso já possua estrutura no local ou queira desenvolver algum projeto especial. proteção contra raios ultra violetas A cortina de solda é um acessório para proteção coletiva (EPC) não apenas necessário, mas obrigatório para o devido cumprimento de normas regulamentadoras de segurança, seu principal objetivo inicial é proteger todas as pessoas que estiverem próximas à área de soldagem de queimaduras na pele e olhos provocados por exposição contínua aos raios ultravioletas (UV) provenientes do arco elétrico de solda. Ainda é muito comum a utilização de tapumes de madeira ou aço para essa finalidade, mas apesar cumprirem com a função de separação do ambiente, tanto a madeira quanto o aço acabam atuando como espelho, se tornando mais um ponto de reflexo da luminosidade e emissão de UV emitida pelo arco de solda, gerando ainda mais riscos às pessoas próximas. Além de atuar como espelho, os tapumes de madeira ou aço isolam qualquer ambiente gerando sensação de confinamento para quem está dentro e incertezas para quem está fora, a cortina para solda atua com extrema eficiência também nesta questão pois são fabricadas em material translúcido onde tanto quem está dentro quanto fora tem total visibilidade e não se sente confinado. Além disso, são muito mais bonitas tornando o layout da fábrica bem mais agradável. material anti chama As cortinas para solda devem obrigatoriamente ser produzidas com material antichama, jamais pode propagar fogo, pois em cabines de soldagem há grande incidência de partículas quentes decorrentes dos processos, além dos riscos naturais de incêndio em qualquer ambiente industrial. Uma cortina de boa qualidade também é antiaderente aos respingos de solda. padrão de ilhós e bainhas recomendados Com relação à vida útil das cortinas, é importantíssimo estar muito atento às bainhas e os ilhoses, principalmente. Uma bainha costurada com linha certamente sofrerá fadiga e irá romper-se facilmente com o tempo, ou por desgaste da linha ou após contato com partículas quentes. Isso jamais acontece com bainhas soldadas eletronicamente, elas jamais se rompem gerando durabilidade quase definitiva ao produto. O mesmo acontece no caso de utilização de ilhós de ferro, esse tipo de ilhós básico é apenas prensado ao plástico e se solta com extrema facilidade, o que jamais acontece com cortinas produzidas com ilhós em vinil soldados eletronicamente. principais vantagens da cortina para solda Além de todas as questões de proteção, layout e organização citadas, a cortina para solda possui outras vantagens que facilitam o seu uso, como: Fácil instalação, não é necessário ser um profissional especializado, qualquer pessoa pode montar. Há 2 padrões de cobertura principais, em formato de painel fixo (biombos) para divisão de cabines, ou em tiras para áreas onde haverá passagem de pessoas e peças. Resistência, o material especial em vinil utilizado para fabricação das cortinas para solda é leve e resistente ao mesmo tempo, o que facilita o seu transporte de um ambiente para outro. Existem diversas opções de cores com características técnicas distintas, e que ainda contribuem na beleza do ambiente industrial e na criação de um layout extremamente agradável. Se a sua empresa tem uma linha de soldagem a cortina para solda se torna um ótimo investimento, pois o custo benefício desse acessório é bem favorável. Com um baixo custo você irá evitar acidentes de trabalho, se adaptar à normas de segurança, deixar o ambiente de solda agradável e ainda isolá-lo de setores vizinhos, garantindo a segurança de outros funcionários que estão no entorno da linha de soldagem. Se você gostou das informações compartilhadas nesse post, compartilhe agora mesmo com seus amigos. Não se esqueça de deixar seu comentário, pois ele é muito importante para sempre estarmos criando um conteúdo relevante para você! CONHEÇA NOSSAS CORTINAS PARA SOLDA

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